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Neurociência e Gestão de pessoas: O caminho de sucesso das organizações

Um empregado passa em media 240 horas mensais no trabalho, muitas vezes com jornadas cansativas porém não mais produtivas. Não por acaso que estão surgindo novas estratégias na gestão de pessoas e no fato de que os lideres de organizações estão em continua preparação para lidar, treinar, liderar e na valorizar o desempenhos de seus colaboradores.

Chiavenato diz que “o grande diferencial, a principal vantagem competitiva das empresas decorre das pessoas que nela trabalham”. Partindo dessa premissa podemos afirmar que o líder precisa desenvolver suas próprias capacidades para assim qualificar a equipe da empresa. O gestor trabalha com pessoas logo, precisa entendê-las, saber por que as pessoas vestem ou não a camisa da empresa e como fazer que os objetivos da organização também sejam os objetivos deles.

Naomi Eisenberger​ – pesquisadora-chefe de Neurociência social da UCLA​, queria entender o que acontece no cérebro de uma pessoa quando se sentia rejeitada por outras. Ela concebeu um experimento no qual voluntários jogavam um jogo eletrônico chamado Cyberball, enquanto seu cérebro era examinado por um aparelho de ressonância magnética funcional (fMRI). Com os resultados do experimento, entendeu-se que o sentimento de exclusão pode provocar o mesmo tipo de reação no cérebro que a dor física. O pesquisador Matthew Lieberman​, também da UCLA defende a hipótese de que os seres humanos desenvolveram esse elo entre a conexão social e o desconforto físico no cérebro “porque, para um mamífero, estar conectado socialmente com quem fornece carinho é necessário para a sobrevivência”. Esse e outros estudos que estão surgindo trazem uma mensagem clara: o cérebro humano é um órgão social. As reações fisiológicas e neurológicas são direta e profundamente moldadas pela interação social. Na verdade, como explica Lieberman, “a maioria dos processos que operam em segundo plano quando o cérebro está em descanso se relaciona ao pensamento sobre outras pessoas e sobre si mesmo”. Esse fato traz enormes desafios para os executivos. Apesar de um emprego normalmente ser considerado mera transação econômica, o cérebro vivencia o local de trabalho como um sistema social. Assim como na experiência com o jogo, pessoas que se sentem traídas ou que não são reconhecidas no trabalho experimentam um impulso neural tão poderoso e doloroso quanto uma pancada na cabeça. A maioria dos indivíduos que trabalham em empresas aprende a racionalizar ou controlar suas reações; eles “aguentam sem reclamar”.

Com isso, porém, limitam seu compromisso e engajamento. Tornam–se funcionários estritamente transacionais, relutantes em dar mais de si mesmos para a organização, porque o contexto social fica em seu caminho. Líderes que compreendem essa dinâmica podem extrair as melhores habilidades de seus funcionários, apoiar equipes colaborativas e criar um ambiente que fomente mudanças produtivas. Aliás, a capacidade de conduzir o cérebro social dos funcionários intencionalmente para atingir um desempenho otimizado se tornará uma capacidade de liderança diferenciada nos próximos anos.

Assim, pensando sobre a emoção dos colaboradores para com a organização, devemos entender que também estamos pensando em neurociência e na gestão de pessoas;  É fundamental desenvolver as características positivas do líder, baseados nos conhecimentos da ‘Neuroliderança’.

Neuroliderança é o termo que designa um campo de estudos e pesquisas que visa combinar princípios do funcionamento do cérebro humano, fruto de pesquisas neurocientíficas, com as práticas de desenvolvimento de competências de liderança, treinamento de gestores, gestão da mudança, educação e formação, consultoria e coaching. Cunhado pelo australiano David Rock (autor de “Não Diga aos Outros o Que Fazer – Ensine-os a Pensar” original: Quiet Leadership e de “Your Brain at Work”) (Wikipedia). Todas estas técnicas foram propostas pelo australiano David Rock, criador também da metodologia de Neurocoaching ® e fundador do Neuroleadership Institute.

A mudança na gestão de pessoas: Nas organizações se devem ter práticas de comunicação interna, deve ser pensado estrategicamente, o objetivo de cada ação deve ser entendida pela empresa como um todo, este processo também pode ser associado à Neurociência, pois seria possível alcançar os objetivos mais eficientemente. O que se refere a mudanças é o mais complexo de ser adotado na organização. Por natureza o homem resiste à troca de hábitos aos que já está costumado. David Rock define cinco motivadores sociais que minimizam a resposta à ameaça, modelo denominado SCARF: status, segurança, autonomia, Relacionamentos e justiça. A resposta a estes motivadores será positiva, pois o cérebro é um órgão social.

 Quando são gerados novos cargos de gerência, precisamos entender que o gerente terá necessidades diferentes de seus antecessores, liderança que os ajude a realizar o seu potencial, que possa permitir-lhes melhorar seu pensamento e assim ir construindo uma equipe integrada, aberta às mudanças e que logo depois sejam hábitos. Para isto acontecer é preciso treinar o novo hábito, se você realmente quer mudar você não pode dizer apenas: pare, as mudanças têm que ser inconscientes, para que as mudanças realmente ocorram e elas precisam ser repetidas muitas vezes para enraizar esses insights, até torná-lo um hábito .

No processo de melhorar o desempenho, a peça chave será o feedback , mas não é só dizer os erros e sim, devemos focar no que as pessoas devem fazer mais, não apenas no que têm que parar de fazer. As organizações devem pensar em sustentabilidade e ela dentro do processo de coaching da equipe, pois os aprendizados serão para sempre, mesmo que a pessoa não continue aprendendo, ela já mudou a forma de falar, como resolve conflitos, etc. O cérebro é capaz de fazer pressupostos para poupar tempo e recursos, ser gestor de pessoas com conhecimentos em Neurociência, é essencial no processo organizacional. Mas, claro ser um bom gestor de pessoas também envolve ser um bom líder, algumas das principais características que este precisa desenvolver para exercer Neuroliderança, são: • tomada de decisão e solução de problemas, • domínio emocional, especialmente quando sob pressão, • colaboração e trabalho em equipe, • promoção da mudança positiva.

Referencias: https://www.youtube.com/watch?v=ThVvMsc5ROk http://exame.abril.com.br/videos/sua-carreira/como-a-neurociencia-pode-contribuir-nagestao-de-pessoas/ http://blog.mundopm.com.br/2012/09/06/neurolider-um-novo-conceito-em-lideranca/ http://www.mestradoemadm.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Alva-Benfica-daSilva.pdf http://questaodecoaching.com.br/2015/12/11/entrevista-david-rock-neurociencia-egestao/ entrevista com David Rock

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3 Responses

  1. Sabrina disse:

    Excelente artigo, Guilherme. Irá contribuir muito com meu projeto de pesquisa. Abs!

  2. Amarildo José soares disse:

    boa noite!

    gostaria de saber se vs vende ou indica para eu comprar um aparelho que ative a grândula pineal

    obrigado pela atenção.

  3. Gilberto disse:

    Tenho interesse em fazer o curso online

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