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O conceito de densidade proposicional

Um design minimalista também pode prover uma grande resposta, como já vimos anteriormente, o que chamamos de densidade proposicional, com poucos detalhes gráficos, abrangendo dois elementos: superfície (elementos gráficos) e profundidade (o significado dado pelos elementos gráficos). Por exemplo: um elemento de superfície poderia utilizar-se da cor verde, enquanto o elemento profundo associaria aquele verde com a natureza.

A densidade pode ser expressada como um número: o número de elementos profundos dividido pelo número de elementos da superfície. Se o resultado for maior que um, a imagem trará mais significado do que apenas os elementos gráficos básicos, o que torna-se intrigante, porém fácil de perceber o resultado. Um bom exemplo prático disso é o logo da Apple: temos a silhueta uma maçã mordida, com uma folha no topo, nos levando á múltiplas interpretações, como: “maçãs são boas para a saúde”, “Newton fez a teoria da gravidade a partir de uma maçã”, isso também indo conforme o valor agregado que dada marca carrega, além das variáveis ontogenéticas, filogenéticas e culturais.

Ou seja: o design pode ser minimalista, mas nunca trivial, nos possibilitando um forte significado. Afinal de contas, o que de fato significa os iPhones e os cartões de crédito com as pontas arredondadas, em ambas as extremidades?

Não somente uma questão de conveniência, ergonomia e sim, a associação com o desenho das barras de ouro, remetendo a status e poder. O design tem uma proposição, porém, demanda certa densidade para o nosso córtex orbito-frontal, sendo importante.

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