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O Neuromarketing aplicado ao Digital

A neurociência vem cada vez mais conseguindo entrar na mente dos consumidores e entender melhor o que eles querem: experiências marcantes. Mas como proporcionar sensações e emoções no meio digital? Há quem diga que fazer isso é inviável e que o melhor mesmo é atingir o público no mundo “real”. Porém, com o desenvolvimento de novas tecnologias, a “realidade” do mundo físico pode estar a um clique de distância dos internautas.

Para quem assistiu ao recente filme de Steven Spielberg, “Jogador Nº1”, esse tópico pode estar mais evidente do que nunca. A obra de Spielberg nos apresenta um futuro no qual jovens e adultos estão frequentemente conectados a um jogo de realidade virtual imersiva. Por meio de trajes, óculos e outros equipamentos especiais, os jogadores conseguem estar mais presentes nesse mundo paralelo, seja sentindo o vento no rosto ao longo de uma corrida de carros com o King Kong na cola ou mesmo nas dores de uma batalha (quase) mortal na beira de um precipício.

Então, a pergunta que fica é: isso já existe? Se não, o que podemos esperar? E, se sim, como o neuromarketing pode se utilizar desses avanços para ser aplicado ao meio digital? Afinal, de que maneira as empresas poderão interagir mais com seus consumidores digitais e proporcionar experiências além de um joinha no Facebook?

Por meio da Visão

A visão é para muitos o sentido mais impactante. E já existem muitos modos de encantar os nossos olhos com a realidade virtual. O Facebook, por exemplo, já apresentou uma integração do Óculus Rift (óculos de realidade virtual) com a plataforma, permitindo que amigos interajam num ambiente simulado. Além disso, hoje, já é simples criar vídeos em 360º, quer você use aplicativos específicos ou adquira uma câmera própria, permitindo que empresas produzam seus próprios materiais de imersão visual.

Por meio da Audição

Com a visão sendo tão cobiçada, a audição às vezes pode ser ignorada por quem quer produzir experiências significantes. Uma boa ideia para se impactar pessoas no meio digital a partir do som é utilizar áudios 3D. Isso mesmo: é possível produzir uma faixa de áudio, por exemplo, que dê ao ouvinte a sensação de escutar o som como se provindo de diferentes partes do ambiente. Isso já existe faz muito tempo, mas ainda é pouco usado nas campanhas de marketing online. Filmes de terror e suspense, por exemplo, podem utilizar o áudio 3D para simular uma criatura atrás de você enquanto você assiste ao trailer, já imaginou?

Por meio do Olfato

O olfato é um sentido humano delicado e super eficiente para ativar memórias afetivas. No entanto, pode parecer difícil associá-lo com o meio digital. A verdade é que, até mesmo sem equipamentos específicos, é possível estimular no cérebro do consumidor digital um aroma em particular. Marcas de café, por exemplo, fazem muito isso, concentrando-se em ilustrar bem a fumaça emanada da xícara em vídeos publicitários, enquanto narizes alheios são filmados aspirando o cheiro de café no ar.

Por meio do Paladar

Agora, se parecia um desafio estimular o olfato do consumidor à distância, apostar no paladar pode parecer impossível. Mas não é. Do mesmo modo do olfato, o paladar também pode ser estimulado visualmente, mas existem outras alternativas nascendo no mercado. Já é possível simular, por meio de estimulação elétrica das papilas gustativas, determinados sabores. Marcas de bebidas, por exemplo, podem se aproveitar dessa tecnologia para enviar copos a seus consumidores, para que esses interajam com a marca de forma online, “provando” um pouco da bebida virtualmente, já pensou?

Por meio do Tato

Por fim, o tato: tecnologias de estimulação desse sentido têm sido utilizadas especialmente para atender aos casais de relacionamento a longa distância. Uma firma nova-iorquina criou pares de pulseiras que vibram em uníssono quando qualquer uma delas recebe uma leve batida, oferecendo a esses casais uma chance de estarem conectados à distância de maneira mais profunda e íntima. Esse mesmo tipo de tecnologia pode ser aplicada de diferentes maneiras. Por exemplo, considere que comerciais em vídeo podem, com o tempo, regular a temperatura do seu headset de acordo com os produtos mostrados na campanha. Um anúncio de sorvete, por exemplo, seria refrescante por si só!

Portanto, é possível perceber que o neuromarketing pode, sim, mesmo à distância, estimular sensações, emoções e experiências memoráveis aos consumidores digitais. Em tempos de digitalização e automações, é essencial evitar a artificialização da relação entre marcas e clientes. Percebe-se, assim, que a necessidade de ser e parecer humano nunca esteve tão evidente no marketing e na sociedade como um todo.

José Lucas Costa ( IBN / Recife)

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1 Response

  1. Aline Melo disse:

    Que artigo excelente! Parabéns, José Lucas! 🙂

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